“Por exemplo, alguém poderia ingenuamente esperar que aqueles que defendem os direitos dos animais tenham maior probabilidade de se opor ao aborto do que aqueles que rejeitam a noção dos direitos dos animais; de maneira simétrica, quem se opõe ao aborto deveria ter maior probabilidade de aceitar os direitos dos animais. Isto porque para aceitar os direitos dos animais (ou dos fetos), uma pessoa deve ter uma concepção mais expansiva dos tipos de seres que têm direitos do que aqueles que rejeitam os direitos dos animais (ou dos fetos) – e porque os fetos e os animais parecem partilhar a maior parte das mesmas propriedades moralmente relevantes (e.g., são ambos sencientes, mas nenhum é inteligente). Não estou dizendo que a existência de direitos dos animais implica que os fetos têm direitos, ou vice-versa (há algumas diferenças entre fetos e animais); estou apenas dizendo que se animais têm direitos, é bem mais provável que os fetos também os tenham, e vice-versa.”
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