Sabemos que as transferências de dinheiro reduzem a pobreza, melhoram a saúde e melhoram a educação, mas que impacto elas têm sobre o modo como as pessoas se sentem e pensam sobre suas vidas? Ou, perguntando de modo mais direto: o dinheiro faz as pessoas felizes? A literatura sobre a ligação entre renda e bem-estar subjetivo há muito tempo carece de evidências causais – há muitas pesquisas estabelecendo correlações. Felizmente, foram feitas pesquisas recentes com transferências de dinheiro em países de baixa e média renda. Revisamos estas evidências em uma meta-análise. Em resumo, descobrimos que as transferências de dinheiro têm um pequeno efeito positivo sobre o bem-estar subjetivo, um efeito que dura vários anos.
O efeito médio foi de 0,10 desvios padrão (intervalo de confiança de 95%: 0,08-0,12), que pode ser mensurado após, em média, dois anos. Isto está exibido como o diamante negro na parte final da tabela abaixo. Pelos padrões da ciência social, este é um efeito de tamanho pequeno[3], mas vale a pena notar que este resultado pode ser encontrado após dois anos, o que é um período de acompanhamento excepcionalmente longo. Isto sugere que as transferências de dinheiro fazem as pessoas mais felizes e o fazem por um período substancial de tempo.
Leia a análise completa no link.
https://80000horas.com.br/2020/11/24/o-efeito-das-transferencias-de-dinheiro-no-bem-estar-subjetivo-e-na-saude-mental/