Dúvida aleatória: fundamentar uma posição normativa no fato de que ela é originada de uma "forte intuição" não acaba caindo em falácia naturalista? Ora, na medida em que somos produtos evolutivos, por que nossas intuições também não seriam, nesse sentido, produtos naturais? Ser intuitivo e ser natural, entendidos aqui como equivalentes, não seriam fatos insuficientes para fundamentar normas para ação?

Digo..., até mesmo pensamentos são naturais. O problema não é ser natural, é ser utilizado como justificação. Imagina alguém alegando "isso deve ser verdade porque as pessoas geralmente pensam que isso é verdade". Ora, as pessoas tenderem a pensar que algo é verdade torna isso verdade? Por quê? E por que essa descrição da realidade (pessoas pensam que X é verdade) justificaria a atribuição de uma norma frente à realidade (por pensarem que é verdade, então deve ser verdade)? Eu atribuiria duas falácias aí: falácia naturalista e argumentum ad populum (apelo ao povo).

Aliás... por que essa dúvida surgiu? Tava lendo isto e me perguntei kk

"Some theorists of moral status have argued that most people just have the intuition that certain beings (either humans or adult humans with certain capacities) have a special moral status, and that such a strong intuition is all we need to hold that view. However, this view appears to be insufficiently grounded too."

https://www.academia.edu/36392939/Why_the_Concept_of_Moral_Status_Should_Be_Abandoned

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