Pra responder a isso, precisamos antes categorizar as coisas. A gente geralmente divide os veganos em dois tipos: os abolicionistas e os bem-estaristas.
A gente geralmente divide os veganos em dois tipos: os abolicionistas e os bem-estaristas.
Os bem-estaristas são aqueles que estão acima de tudo preocupado com o bem-estar dos animais, de modo que a melhor forma de alcançar esse objetivo seja diminuindo ao máximo sua exploração pelos humanos.
Os abolicionistas estão preocupados acima de tudo com abolir a exploração dos animais, o que significa que reduzir a exploração não é suficiente, que é necessário acabar com toda e qualquer forma de exploração.
Para os bem-estaristas, domesticar animais, desde que isso gere bem-estar para eles, pode ser bom ou positivo. Logo, para o vegano bem-estarista tá tudo bem ter pets, porém nem toda domesticação estaria justificada, uma vez que há domesticações que ferem os animais (domesticações forçadas cujo propósito único é a exploração humana, vide o que fazem com vacas e cavalos).
Para os abolicionistas, entretanto, mesmo a domesticação de pets é problemática, e geralmente argumentam que estamos fazendo tais animais sofrerem por não estarem mais em seus habitats naturais ou servindo a si mesmos — de modo que suas vidas se justifiquem em função das nossas —, além de considerarem que toda forma de exploração é, em si mesma, imoral e não deve ser praticada (e dentro da exploração estaria a domesticação).
Ou seja... Existem veganos e veganos. Alguns são contra a domesticação per si, outros são contra certos tipos de domesticação, e outros ainda sequer pensam na domesticação como um problema moral.