Acabei de salvar um rato que caiu no "cola-rato", uma armadilha grudenta feita para que o rato (ou outros animais pequenos) fiquem presos até a morte ou até que a pessoa que a armou descubra e 1) esmague o rato ou 2) o libere longe de casa.
Como não vejo necessidade em matar o animal, após vê-lo gritando por ter sido colado, peguei ele preso na armadilha e pedi à minha prima que pegasse uma vasilha. Ela trouxe um daqueles potes avulsos de bolo (era o que tinha), então coloquei o rato colado ali dentro, joguei óleo de cozinha por cima dele e fechei a tampa. Em questão de segundos o óleo de cozinha fez com que a cola parasse de ser grudenta, e o rato se libertou do grude. Como ele ainda tava preso dentro do pote, levamos ele num terreno baldio longe de casa e soltamos.
Pontos positivos: o rato mantém sua vida, a armadilha pode ser reutilizada e a "ameaça" foi distanciada (altamente improvável que volte aqui pra casa).
Pontos negativos: o rato pode passar a importunar outra pessoa que morava perto daquele terreno baldio, e continuar procriando e importunando ainda mais pessoas.
Pensando num cálculo de custo-benefício, os pontos positivos se sobrepõem aos negativos, especialmente frente ao fato de que o incômodo que o rato possa ocasionar (que no caso é apenas ativar o "nojo" de muitas pessoas) é muito menor que o sofrimento e a perda da sua vida que possamos lhe infligir.
Aniquilar o animal seria a opção fácil, e sua proliferação em ambiente doméstico diz mais sobre como o ambiente é porcamente gerido do que sobre como o rato é uma real ameaça.